Sonia Meire fala pela procuradoria da mulher em tribuna livre na câmara municipal

por Manuella Miranda- Assessoria de Imprensa do Parlamentar — publicado 03/03/2026 12h11, última modificação 03/03/2026 12h11
Sonia Meire fala pela procuradoria da mulher em tribuna livre na câmara municipal

Foto: Luanna Pinheiro

Na manhã desta terça-feira, dia 03, a vereadora Sonia Meire (PSOL) utilizou o tempo da Tribuna Livre, na Câmara Municipal, para falar em nome da Procuradoria da Mulher. A parlamentar fez uma fala em defesa de todas as mulheres, destacando a problemática do feminicídio, de todas as violências contra as mulheres, e também apresentou o trabalho que vem sendo realizado pela Procuradoria durante estes meses, desde o ano passado.

 
“A situação que nós estamos vivendo e sendo aprofundada em nosso país é extremamente problemática. Não adianta só tentativa de combate à violência, como nós fazemos todos os dias, são necessárias políticas de proteção. Um dia o país acorda com o laudo de mais uma vítima de feminicídio, uma mulher, senhora, freira, de 82 anos, morta dentro de um convento no Paraná, sofreu violência sexual antes de ser assassinada. No outro, uma jovem de 22 anos, que havia perdido há poucos meses sua amiga por feminicídio, após dizer não em uma festa para um ex-ficante, e ser arrastada por 2Km, ter as pernas amputadas e morrer em uma UTI. Essa jovem que enterrou sua amiga, também perdeu a vida após ser espancada, foi assassinada pelo ex-namorado, que não aceitava o término, mais uma vítima de feminicídio. Ontem, amanhecemos com mais um caso de violência brutal. Uma adolescente de 17 anos, que aceitou um encontro romântico com um colega da escola, foi trancada em um quarto e sofreu um estupro coletivo por ele e mais quatro amigos maiores de idade”, disse a vereadora.
 
A parlamentar destacou ainda que é preciso dar um basta, que é preciso fazer um apelo para que cada pessoa, gestores, parlamentares se comprometam em contribuir para que essa realidade cruel seja interrompida. Sonia Meire disse também que, enquanto ela faz esta fala, pelo menos duas meninas ou mulheres sofrem um estupro no Brasil. O espaço da Tribuna Livre foi usado pela primeira vez pela Procuradoria da Mulher nesta terça-feira e Sonia aproveitou para encaminhar junto com a vice procuradora, a vereadora Selma França, que a Procuradoria precisa desse espaço de comunicação dentro do plenário.
 
“Nós assumimos a Procuradoria da Mulher em agosto de 2025 e,  de lá para cá, nós temos tentado estruturar nossas ações a partir daquilo que deve ser o trabalho de uma procuradoria em uma Câmara Municipal. Desde quando assumimos, além de reunir as trabalhadoras da equipe que fazem parte da Procuradoria, junto também com a comunicação, nós procuramos as secretarias municipais e estaduais para discutir políticas públicas para as mulheres. Nós temos uma sala no anexo, onde a psicóloga e a advogada atuam. Gostaríamos inclusive que este espaço esteja no planejamento da futura sede da Câmara para atender melhor as mulheres. Participamos de campanhas realizadas pela comunicação sobre o combate ao câncer de mama. Elaboramos emendas para garantir as mulheridades no orçamento do município de Aracaju. Mulheridades, porque nós envolvemos todas as mulheres, sejam elas trans, cis, lésbicas. Produzimos requerimentos de pedidos de informações sobre indicadores de violência e de saúde da mulher, ainda sem resposta por mais de 40 dias”, completou Sonia Meire.
 
No próximo dia 05 de março,  será realizada, no plenário da Câmara Municipal, uma Sessão Especial em defesa da vida das mulheres. Já no dia 27 de março acontecerá um seminário sobre o combate às violências para os funcionários e assessores dos vereadores na Escola do Legislativo. E no dia 08 de março, a Procuradoria da Mulher estará participando junto com diversos movimentos sociais de um ato público na feira do Bugio, como estratégia de educação da população em defesa da vida das mulheres.
 
“Nós temos que olhar para frente, não dá para a gente ficar subindo aqui todo dia e com tristeza ficar falando apenas dos números. Nós precisamos passar essa barreira dos números e ter ações concretas. Essas ações tem que ser tomadas pela sociedade como um todo. Esse ato será político e cultural, na defesa das mulheridades, pelo fim do transfeminicídio, do racismo, pelo fim da escala 6x1, porque são as mulheres as mais penalizadas com a sobrecarga de trabalho. De 08h as 11h30 estaremos presentes participando deste ato e distribuindo o violentômetro para educar essa sociedade por um mundo melhor”, finalizou Sonia Meire.