Ricardo Vasconcelos alerta para riscos à saúde relacionados a pombos e cobra pagamento de emendas em Aracaju

por Caroline Prata- Assessoria de Imprensa do Parlamentar — publicado 06/05/2026 10h28, última modificação 06/05/2026 10h28
Vereador também apontou preocupação com assoreamento na região da 13 de Julho e pediu estudos técnicos
Ricardo Vasconcelos alerta para riscos à saúde relacionados a pombos e cobra pagamento de emendas em Aracaju

Foto: Luanna Pinheiro

O vereador Ricardo Vasconcelos discursou na manhã de terça-feira (5), durante sessão na Câmara Municipal de Aracaju, e levantou uma série de temas relacionados à gestão da cidade, com destaque para os riscos à saúde pública associados à presença de pombos na capital e o atraso no pagamento de emendas parlamentares.

O parlamentar chamou atenção para os problemas causados pelas fezes das aves, que podem transmitir doenças quando ressecadas e inaladas. Ele afirmou que, embora defenda a pauta ambiental, é preciso equilibrar a proteção dos animais com a segurança da população.

“Sou defensor do meio ambiente, mas também precisamos proteger o povo. Existe um risco real de doenças transmitidas pelas fezes dos pombos, e isso precisa ser tratado com responsabilidade”, afirmou.

Assoreamento preocupa

O vereador também demonstrou preocupação com o acúmulo de areia na região da foz do canal da avenida Beira-Mar, no bairro 13 de Julho. Segundo ele, o local apresenta sinais de assoreamento, mesmo com ações frequentes de dragagem realizadas pela prefeitura. questionou a efetividade do serviço e sugeriu a realização de estudos mais detalhados para entender o problema.

“Hoje já se vê praticamente uma duna se formando. A máquina vai, retira a areia, mas no outro dia está tudo de volta. Isso gera gasto contínuo de dinheiro público sem resolver a situação”, disse.

Ele pediu que a gestão municipal, por meio das secretarias responsáveis, avalie a área com mais profundidade para identificar possíveis falhas no processo.

Pagamento de emendas

Outro ponto central do discurso foi a cobrança pelo pagamento das emendas impositivas dos vereadores. Ricardo afirmou que apenas cerca de 30% dos valores previstos foram pagos até o momento, o que, segundo ele, tem prejudicado diretamente instituições que dependem desses recursos.

Entre os exemplos citados estão organizações sociais, projetos esportivos e entidades assistenciais que, de acordo com o parlamentar, já enfrentam dificuldades para manter suas atividades. “Essas emendas têm força de lei. Não são favores, são direitos do Parlamento. E quem não cumpre pode responder por isso”, declarou.

O vereador também criticou o que classificou como “pagamento seletivo” e afirmou que, caso a situação não seja resolvida, a Câmara poderá rever sua postura em relação a projetos do Executivo. “Se o Parlamento não é respeitado, vamos ter que adotar outra postura. A relação precisa ser equilibrada”, disse Ricardo.

Apesar das críticas, ele afirmou acreditar que a prefeita Emília Corrêa não compactua com a situação e defendeu um diálogo mais transparente entre os poderes. “Não gosto de conversa de bastidor. Esse debate precisa ser público. Estamos falando de recursos que atendem diretamente a população”, concluiu o parlamentar.