Responsabilidade socioambiental dos órgãos públicos para salvar vaza-barris é tema de audiência pública

por Manuella Miranda- Assessoria de Imprensa do Parlamentar — publicado 04/02/2026 13h00, última modificação 04/02/2026 13h09
Responsabilidade socioambiental dos órgãos públicos para salvar vaza-barris é tema de audiência pública

Arte: Thay Rocha

Na próxima quarta-feira, dia 11, às 14h, a mandata da vereadora Sonia Meire (PSOL) realizará ,no plenário da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), uma audiência pública em defesa do meio ambiente , com o tema ‘Responsabilidade Socioambiental dos Órgãos Públicos para Salvar o Rio Vaza-Barris e os Manguezais’. A discussão tem o objetivo de debater os problemas dos bairros da antiga Zona de Expansão, a especulação imobiliária e investimentos econômicos de grande porte que vêm explorando de forma predatória o meio ambiente, além da problemática da obra de macrodrenagem da região que tem provocado ataques à fauna e flora do local.

 
“Iremos debater as questões que vêm assoreando o rio Vaza-Barris, a destruição dos mangues e o aumento dos projetos de especulação imobiliária, como também a obra de macrodrenagem, que vai colocar esgoto para dentro do rio e que nós não sabemos como será o nível de tratamento desse esgoto. Há um receio muito grande que o Vaza-Barris se torne mais um espaço de dejetos e que o único rio navegável de Aracaju se torne um esgoto ao céu aberto. A audiência será de extrema importância, porque as comunidades tradicionais que vivem nesses bairros que foram criados na gestão anterior, pescadores e marisqueiras, e a população que reside lá trazem demandas e querem a resposta do poder público sobre essas demandas”, disse a vereadora.
 
A audiência pretende apresentar as experiências, as demandas e as possibilidades de conservação da área que ainda não foi destruída, bem como trabalhar na perspectiva de garantir que o Vaza-Barris continue sem perda de vazão e propicie alimento e saúde para toda a população. Representantes de órgãos públicos como a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Ministério Público Federal (MPF), Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE), Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE) foram convidados para participarem da discussão.  
 
“Nosso objetivo é ampliar esse debate para que nós possamos ter algumas medidas que venham diminuir o impacto na destruição ambiental, como também trabalhar para criar uma unidade de preservação, que proteja e cuide desse rio e dos mangues da região. Nós esperamos que se tenha uma grande participação das comunidades e dos territórios, como também que tenha uma boa receptividade dos órgãos públicos, que foram convidados para audiência, todos eles, eu acredito, que têm tido algum tipo de ação naquela região e precisam se comprometer com a defesa ambiental e com as populações”, finalizou Sonia Meire.