Outubro Rosa é tema de Live no Parlamento Digital
O autoexame, os cuidados preventivos e o diagnóstico precoce podem salvar vidas, conforme mostra a campanha do Outubro Rosa, tema da Live do Parlamento Digital desta terça-feira, 5, com a vereadora Sheyla Galba (Cidadania). As jornalistas da Câmara Municipal de Aracaju, Leilane Coelho e Martha Mendonça intermediaram o debate em alusão ao combate ao câncer de mama.
O bate-papo iniciou com a parlamentar falando sobre a baque quando foi diagnosticada com a doença e sobre a batalha até vencer o câncer. "Em 2014, enquanto estava deitada na cama identifiquei três nódulos na minha mama, de imediato mostrei ao meu marido na época e ele achou estranho e orientou que procurasse um médico. Mas, como estava em processo de desmame, achei que era leite empedrado", relatou Sheyla.
A vereadora revelou que só tomou a iniciativa de procurar um médico depois seis meses. "Após todo esse período, enquanto assistia uma matéria com doutor Dráuzio Varella, no Fantástico, sobre o câncer de mama, foi que tomei a coragem de procurar um médico. Fiz a pulsão, mais demorei a pegar o resultado com medo do resultado. Depois de um mês, meu marido estava passando pelo Siqueira Campos e resolveu pegar o resultado, que deu um falso negativo", revelou Galba, que recomendou que as mulheres busquem os resultados o quanto antes.
A batalhadora e símbolo do combate à doença continuou. "Levei o resultado para o médico que achou estranho e mandou refazer o exame que deu positivo. A partir daí iniciou minha luta. Fiz a cirurgia para retirada da mama e na minha primeira quimioterapia a máquina quebrou. Procurei as mulheres do Grupo Mulheres de Peito e iniciamos uma campanha. Meu ex-marido procurou a TV Atalaia e uma amiga a TV Sergipe, que pediu para reunir mais mulheres. Para minha surpresa, apareceram dezenas de mulheres e homens lutando pelo mesmo objetivo", disse Sheyla.
A apresentadora Martha Mendonça contou a luta de sua mãe para vencer um câncer e a batalha para o tratamento. "Quando Sheyla apareceu na televisão pela primeira vez minha mãe estava no final do tratamento e também sofreu com as quebras da máquina de quimioterapia. Para não interromper o tratamento, necessitou ir para outro Estado".
A vereadora também falou da quebra do tabu para a busca do diagnóstico precoce. "Na minha família não tinha ninguém que tivesse câncer de mama e mesmo assim eu tive. Acredito que a mudança nas vidas, com muitas comidas processadas, estresses, sedentarismo e má alimentação podem ocasionar o surgimento desta doença", frisou.
A mudança de comportamento, para ter saúde física e mental, foi uma das orientações do oncologista. “O médico falou que a partir daquele momento era para ser egoísta, pensar apenas em mim. A atividade física é essencial neste momento, ele libera a endorfina”. Sheyla ainda comentou sobre a autoestima. “Durante todo este momento chorei apenas uma vez, quando olhei no espelho e vi que minha sobrancelha estava pela metade. Meus cabelos já estavam crescendo e isso me abalou muito. Liguei para meu ex-marido na hora e pedi para não voltar para casa porque estava feia. Uma amiga tentou refazer, mas odiei”, comentou.
Política
“Lugar de mulher é onde ela quer estar. Sai de paciente oncológica para ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de Aracaju. Na minha família nunca teve um político e isso não me abalou, nem me intimidou. Quando recebi o convite para entrar na política conversei com meu marido e ele disse que já fazia política, sem concorrer a um cargo público. Isso me encorajou e fui candidata a deputada estadual”, revelou a parlamentar.
Câmara
O trabalho desenvolvido na Câmara Municipal de Aracaju também foi destacado pela parlamentar. “Sou integrante de duas Frentes Parlamentares, a Frente Parlamentar de Turismo e Frente da Pessoas com Deficiência. Além disso, fui eleita para defender os pacientes oncológicos, mais também fui eleita para lutar por mais dignidade de toda a população aracajuana. Estamos lutando para que o prefeito reveja a mudança de sentido na Nestor Sampaio e pelo combate a Covid. Também, toda semana visito um Conselho Tutelar, que são pessoas esquecidas e prestam um relevante serviço”, finalizou Sheyla Galba.