No Grande Expediente, vereadores falam sobre Sala do Silêncio, alagamentos, trabalho infantil e ataques políticos
Durante a 35ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Aracaju, realizada na manhã desta quarta-feira, 6, os vereadores da capital colocaram em pauta uma série de assuntos relevantes para a população aracajuana. Os discursos abordaram a lei que aprovou a implantação das Salas do Silêncio nas escolas municipais, alagamentos, trabalho infantil e posicionamento contra ataques políticos.
Sala do Silêncio
O vereador Fábio Meireles (PDT) informou que na semana passada esteve na Secretaria de Educação do Município de Aracaju, sendo recebido pela secretária Edna Amorim e sua equipe. Fábio apresentou à secretária a “Sala do silêncio”, também conhecida como sala da autorregulamentação, projeto que se tornou em lei municipal. “A secretária me recebeu bem e ouviu. Não prometeu concretizar a lei, mas disse que iria analisar. E coloquei à disposição minhas emenda impositivas para 2027, para concretizar a Sala do Silêncio”, falou o vereador.
Fábio ainda dialogou com a secretária sobre o projeto de lei já aprovado em primeira votação na CMA, que visa inserir o mel de abelha na merenda escolar do município.
O vereador da bancada de oposição também reconheceu o trabalho de alguns secretários da atual gestão. Ele destacou o título de cidadania aracajuana recebido pela secretária da Saúde, Débora Leite, que foi proposto pela vereadora Selma França (PSD) e aprovado pelos demais vereadores. “Foi uma grande festa, um reconhecimento dos seus amigos e das pessoas que trabalham com ela. Demonstro respeito à gestora que vem trabalhando pelo povo, assim como a secretária da Mulher, Elaine, e o secretário da Segesp, que desempenham um bom papel enquanto secretários do município de Aracaju”, disse o parlamentar.
Por fim, o vereador do PDT pediu resolução de alagamentos no bairro Bugio, pedindo que seja feita a desobstrução de bocas de lobo. Ele ainda apontou o perigo de um buraco que se abriu na Avenida Visconde de Aracaju, pedindo atuação da prefeitura em ambos os casos.
Trabalho infantil
O vereador Iran Barbosa (Psol) iniciou seu pronunciamento exibindo vídeos de crianças trabalhando no corte de cana e na produção de cacau. Ele também mostrou crianças trabalhando em carvoaria, trabalhando em troca de comida. Ele destacou que a exploração do trabalho infantil ainda é um problema no Brasil, e lamentou que nos últimos dias políticos com mandato, governadores, influenciadores e jornalistas romantizam a informação de que no passado crianças trabalhavam e sobreviveram para justificar um crime, que é a exploração do trabalho infantil.
“Eu entendo que essas pessoas que estão defendendo o trabalho infantil estão fazendo apologia ao crime e precisam ser responsabilizadas por isso. E normalmente se beneficiam com isso, a exemplo de governador que fez recentemente a defesa do trabalho infantil e está sendo denunciado pelo Ministério Público do Trabalho e pela Procuradoria Geral da República por se beneficiar desse tipo de trabalho escravo em seus negócios”, falou Iran, lembrando que o país é signatário de tratados internacionais que proíbem a exploração do trabalho infantil.
Concluindo sua fala, Iran Barbosa ainda criticou as comemorações pela derrubada do veto do PL da Dosimetria. O vereador afirmou que é democrático a oposição comemorar uma derrota do governo, mas alertou que neste caso diversos criminosos serão beneficiados com a redução de pena, inclusive acusados de tráfico, arrastão ou de cometer crimes hediondos.
Ataques
O vereador Maurício Maravilha (União Brasil) reclamou de ataques dirigidos a sua família e seu grupo político, classificando-os como fake news. “Peço o mínimo de respeito ao jornalista ou radialista que divulga essas informações, e sabemos quem está por trás disso. O que me deixa triste, e à minha família como um todo, é saber que estes ataques vêm de dentro do agrupamento. Deputado envolvido, que só pensa no próprio umbigo”, reclamou.
O parlamentar continuou: “fique atento governador Fábio Mitidieri, este deputado não pensa na reeleição do senhor, ele está pensando na própria eleição, porque quando a gente passa por uma discussão municipal numa eleição que é estadual, não está pensando na eleição do majoritário, que é o plano guarda-chuva, que segura todos os outros projetos”. Ele concluiu pedindo ao seu adversário o fim das perseguições políticas.