Dia do Taquígrafo evidencia importância da taquigrafia no serviço público
Celebrado anualmente em 3 de maio, o Dia do Taquígrafo reconhece o trabalho de profissionais fundamentais para o registro fiel da história institucional e democrática do país. A data marca a valorização de uma atividade técnica que exige concentração, agilidade e precisão, sendo essencial para garantir a transparência dos debates e decisões no âmbito dos poderes legislativos.
A taquigrafia é um método de escrita rápida que utiliza símbolos específicos para representar sons e palavras, permitindo que discursos sejam registrados em tempo real. Em parlamentos e casas legislativas, como a Câmara Municipal de Aracaju, o trabalho dos taquígrafos assegura que tudo o que é dito em plenário seja documentado com exatidão, contribuindo diretamente para a preservação da memória institucional.
Na Câmara Municipal de Aracaju, o setor de taquigrafia desempenha um papel estratégico no funcionamento das atividades legislativas. Os profissionais são responsáveis por acompanhar as sessões, registrar os pronunciamentos dos vereadores e transformar esses registros em documentos oficiais que ficam disponíveis para consulta pública, reforçando o compromisso da Casa com a transparência e a informação.
A chefe da Divisão de Taquigrafia e do Setor de Revisão, Letícia Barros, destacou a relevância da profissão no contexto do Poder Legislativo. “No Dia do Taquígrafo, celebramos uma profissão essencial para a transparência, memória e a credibilidade do Poder Legislativo. É por meio da taquigrafia que cada palavra pronunciada durante as sessões da Câmara Municipal de Aracaju é registrada na íntegra, preservando fielmente os debates, pronunciamentos e demais discussões realizadas no Plenário Abrahão Crispim”, afirmou.
Ela também explicou como funciona o processo técnico realizado pelos profissionais durante as sessões. “Utilizando os taquigramas (símbolos específicos que representam sons e palavras) os taquígrafos realizam o chamado ‘apanhamento taquigráfico’, técnica que permite acompanhar, em tempo real, a velocidade da fala parlamentar com precisão e agilidade. Mais do que transcrever palavras, o trabalho do taquígrafo assegura fidelidade, precisão e responsabilidade documental na preservação. Após esse registro inicial, todo o conteúdo é cuidadosamente transcrito pelo setor de Taquigrafia, transformando os sinais taquigráficos em documento textual oficial.” pontuou.
A chefe do Setor de Taquigrafia, Letícia Souto, também destacou o papel estratégico da atividade diante dos avanços tecnológicos e detalhou o funcionamento da equipe. “Podemos dizer que: em ‘Era da IA’, quem tem nota taquigráfica é rei. Enquanto a IA cria/reconfigura conteúdos, a taquigrafia garante fé pública, precisão e segurança jurídica. Além das sessões na íntegra, e dos registros de votos, confeccionamos os relatórios mensais, os quais contemplam: quantitativo de sessões, especificação das que foram denominadas, lista de ocorrência de tribuna livre, destaca o número de discurso, bem como os três temas mais abordados no pequeno e no grande expediente, e lista as sessões especiais e audiências públicas. Todo esse cuidadoso trabalho é executado por uma equipe de 15 técnicos em taquigrafia, organizados da seguinte forma: taquígrafos que fazem o rodízio em plenário, 1 chefia imediata e 1 gerência de divisão”, explicou.