Vereador Isac acompanha direção do Sindiprev/SE em mobilização de servidores do INSS

por Marcos Jefferson e Bruna Cury, Assessoria de Imprensa do parlamentar — publicado 29/07/2019 08h39, última modificação 29/07/2019 08h39
Vereador Isac acompanha direção do Sindiprev/SE em mobilização de servidores do INSS

Foto: Assessoria de Imprensa

Desde o mês de janeiro o Sindiprev/SE com o apoio do Vereador Isac Silveira (PCdoB) tem buscado auxílio do Ministério Público Federal para denunciar a falta de condições de trabalho no INSS aos servidores, principalmente nas APS/PEX, na concessão dos direitos previdenciários à população. A falta de servidores, treinamentos e equipamentos para trabalhar, gerou um acúmulo de processos, em todo Brasil, sem a devida contrapartida do Governo em fazer concursos e modernizar a estrutura do Instituto. Em Sergipe, grande parte das APS/PEX do interior do estado possui ridicularmente, link de 512 Kbps de velocidade impossibilitando os servidores de atender a crescente demanda do estado.

O Coordenador Geral do SINDIPREV/SE, Joaquim Antonio, o diretor Deivid Christian, e o vereador Isac, já participaram de 05 audiências no MPF para justificar ao Ministério e à população o motivo pelo qual os processos represados já chegam a quase 30 mil. “40% dos servidores do INSS de Sergipe, a exemplo de todo o Brasil, se aposentaram. E há anos não tem concurso, nem a famigerada terceirização, ou seja, não há servidores. Quem precisa do INSS está à própria sorte porque não há instituição que a represente”, afirmou Isac.

Na primeira audiência com a Procuradora Martha Figueiredo, a Procuradora compreendeu que o problema não está no servidor, mas na falta de política de gestão que melhore a realidade caótica do INSS. Desde o início do Governo, o INSS acena para a redução salarial via diminuição da GDASS, não reconhecendo os problemas avassaladores em questão e a falta de uma política que reestruture o Instituto para atender a demanda nacional.

Na última reunião do CGNAD, o INSS apresentou uma cesta de serviços contendo apenas o que o Instituto entende como prioritário como, por exemplo, concessão, CTC e pensão, deixando de fora todos os outros serviços realizados pelos servidores a exemplos do MOB, Revisão, Atividade meio, etc. O CGNAD se opôs a argumentação do INSS, mas o Instituto segue com a sua política punitiva determinando que 20% dos servidores de cada gerência realizem os serviços tidos como prioritários para que a Gerência consiga manter a GDASS.

Em entrevista, para uma rádio Gaúcha, a Gaúcha ZH, no dia 23 de julho, o Presidente do INSS, Renato Rodrigues Vieira, propõe medidas que ferem o direito do segurado e do servidor da Previdência Social e declarou usarem a GDASS como punição ao servidor.

Diante deste cenário, o SINDIPREV/SE tem percorrido os locais de trabalho para falar sobre a nova política adotada pelo INSS e a necessidade de manter a unidade para enfrentamentos futuros em defesa do emprego, salário e futuro.