Procuradoria da Mulher promove ação com "violentômetro" e reforça combate à violência contra a mulher
A Câmara Municipal de Aracaju realizou, nesta terça-feira (31), a entrega do “violentômetro” para os funcionários da Casa, tanto na sede quanto nos anexos. A ação, conduzida pela Procuradoria da Mulher, integra a programação desenvolvida ao longo do mês de março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, com o objetivo de ampliar o debate sobre a violência de gênero no ambiente institucional.
Durante a atividade, a vereadora e procuradora da Mulher, Sonia Meire (Psol), destacou a importância de tratar o tema dentro da própria estrutura do Legislativo. Segundo ela, o enfrentamento à violência precisa começar também nos espaços institucionais, onde mulheres exercem diferentes funções. “A procuradoria da mulher, que é um órgão da Câmara Municipal, não pode abrir mão de fazer esse debate internamente, porque as mulheres sofrem violência em todos os espaços onde elas estão e podem sofrer violência dentro do próprio espaço institucional. Inclusive, um dos trabalhos da Procuradoria, que nós estamos aperfeiçoando, é fazer protocolos com o qual a Câmara Municipal também tenha o seu protocolo de denúncia, de identificação de casos, para combatê-los. Nós precisamos fazer isso dentro das nossas casas, dentro das casas legislativas, em todos os espaços. Nós, mulheres, precisamos estar em todos os espaços, em espaços seguros”, afirmou.
A advogada da Procuradoria, Sayonara Oliveira, reforçou o caráter educativo da ação, destacando que muitas pessoas ainda não reconhecem as formas iniciais de violência. “O objetivo da ação é fazer com que as pessoas tenham conhecimento sobre a violência. Porque muitas pessoas acham que a violência começa com um soco, com um empurrão, mas a violência começa muito antes disso. O intuito também é fazer com que os homens da Casa tenham uma régua para medir as suas ações e que eles conheçam todas as suas atitudes, fazendo com que a violência não avance”, explicou.
Já a vereadora e procuradora-adjunta, Selma França (PSD), destacou o trabalho de mobilização realizado diretamente nos setores da Câmara, levando informação e conscientização para os servidores e servidoras. “Hoje fizemos esse trabalho, passando de sala em sala, setor em setor, mostrando a importância e a valorização da mulher. Essa causa não é só nossa, é também dos homens”, pontuou.
Sobre o “violentômetro”
O material distribuído, conhecido como “violentômetro”, apresenta uma escala que ajuda a identificar os diferentes níveis de violência em um relacionamento, desde atitudes consideradas iniciais, como piadas ofensivas, chantagem, controle e humilhação, até agressões físicas, ameaças, abuso sexual e, no nível mais extremo, o feminicídio. A ferramenta também alerta que a violência tende a aumentar com o tempo e orienta as vítimas a buscarem ajuda, destacando o canal de denúncia por meio do número 180.