Grande Expediente destaca reforma da previdência, infraestrutura e combate à violência contra a mulher
Durante o Grande Expediente na Câmara Municipal de Aracaju (CMA), nesta quarta-feira (25), os vereadores utilizaram a tribuna para falar sobre temas de interesse da população, como a reforma da previdência estadual, ações em unidades de saúde, problemas de infraestrutura na cidade e o aumento dos casos de violência contra a mulher.
O vereador Iran Barbosa (Psol) criticou a aprovação da reforma da previdência do Estado de Sergipe pela Assembleia Legislativa, ressaltando que o projeto foi aprovado em caráter de urgência sem diálogo com servidores e contribuintes. “Eu quero aqui lamentar o que aconteceu, da forma que aconteceu. É um projeto que traz consequências muito sérias para o regime previdenciário do Estado de Sergipe. Falo aqui na condição de parlamentar da Câmara Municipal de Aracaju, que tem muitos servidores do Estado, mas falo também na condição de um segurado da previdência estadual, porque sou servidor público do Estado há quase quatro décadas. O que foi aprovado de forma célere pela Assembleia Legislativa merecia ter um debate mais aprofundado", pontuou o vereador.
O vereador Lúcio Flávio (PL) falou sobre sua visita à Unidade de Saúde da Família Carlos Fernandes, no bairro Lamarão, em evento alusivo ao mês da mulher. “Quero parabenizar a gerente da unidade, muito esforçada. Levamos uma palavra, colocamos à disposição a Procuradoria da Mulher que existe nesta Casa, à disposição das mulheres de Aracaju, diante das notícias que temos recebido sobre a violência contra a mulher".
Em seu discurso, o vereador também comemorou a entrega dos kits para a 41ª edição da Corrida Cidade de Aracaju, evento que, segundo ele, se tornou um fenômeno nacional. “Quero registrar que a Prefeitura de Aracaju iniciou as entregas dos kits de corrida para a 41ª edição da Corrida Cidade de Aracaju. Essa corrida virou um fenômeno nacional", enfatizou Lúcio.
Já o vereador Maurício Maravilha (União Brasil) abordou a falta de tampa em um bueiro na Avenida Beira-Mar, que, segundo ele, já persiste há semanas, gerando risco para as pessoas que transitam pelo local. “O que me chamou atenção nessas últimas semanas, na Avenida Beira-Mar, é um bueiro sem tampa. Já tem três semanas isso. É um transtorno para quem passa por ali, tendo que desviar desse buraco.”
Ele também comentou sobre a visita que fez à Rua Reginaldo Pina, destacando a importância de tornar aquele espaço mais aproveitável para a comunidade e a necessidade de melhorar a iluminação, que tem causado sensação de insegurança. “Quero também falar sobre a visita que fiz semana passada no Inácio Barbosa, sobre a situação da Rua Reginaldo Pina. A gente sabe que ali tem um espaço bastante proveitoso, área verde, bastante árvores, um ambiente lindo, mas que precisa ser usado pela comunidade", pontuou Maurício.
A vereadora Sonia Meire (Psol) usou a tribuna para manifestar profunda tristeza diante do crescimento de casos de feminicídio no país e no estado de Sergipe, alertando para a gravidade da situação e a necessidade de ações que vão além de políticas públicas. “A minha tristeza é profunda e nós estamos de luto. Este país precisa parar literalmente, tudo tem que parar. Não dá mais para ficarmos todos os dias lamentando as mortes, os assassinatos. Nós não somos máquinas reprodutoras, nós sustentamos a humanidade, que nos desumaniza todos os dias, a ponto de nos odiar e nos matar. É muito mais do que política pública o que eu estou falando. Essa não é uma questão local, não é só nacional, estadual e municipal, é internacional. É gravíssimo o que nós estamos vivendo. A nossa sociedade é hipócrita e todos os dias mata, de diversas formas, a vida das mulheres', enfatizou a parlamentar.
Finalizando os discursos do grande expediente, o presidente da Casa, vereador Ricardo Vasconcelos (PSD), também abordou o aumento dos casos de violência contra a mulher em Aracaju e no Brasil, defendendo a necessidade de penas mais rigorosas para crimes graves e ressaltando a gravidade das ocorrências, muitas delas dentro do ambiente doméstico. “A gente não sabe o que está acontecendo com o Brasil. Esses casos estão cada vez mais frequentes, e não apenas em Aracaju, mas em todo o país. Hoje, com bons advogados e recursos financeiros, muitos criminosos não permanecem presos por muito tempo. Precisamos discutir penas mais duras, especialmente para homicidas e feminicidas. O que mais choca é que, na maioria dos casos, são homens em quem as mulheres confiavam que acabam tirando a vida delas", destacou Ricardo.