Em memória de Marielle Franco, data municipal, instituída na CMA, reforça combate ao genocídio da mulher negra
No sábado, 14 de março, ocorreu em Aracaju o Dia Municipal de Luta Contra o Genocídio da Mulher Negra, data que integra o Calendário Oficial do Município após a sanção da Lei nº 6.214, de 17 de outubro de 2025. A legislação, de autoria do vereador Iran Barbosa (Projeto de Lei nº 84/2025), institui a data como um momento anual de reflexão e mobilização sobre a violência estrutural que atinge mulheres negras no Brasil.
Homenagem e Memória
A data escolhida para a realização de atividades de conscientização foi o 14 de março, uma homenagem direta à memória da vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro. Em 14 de março de 2018, Marielle foi assassinada no centro do Rio de Janeiro, crime que gerou forte repercussão nacional e internacional e transformou seu nome em símbolo da luta por justiça social e direitos humanos no Brasil. A lei busca transformar o luto em um marco anual de reflexão e combate à violência sistêmica que atinge as mulheres negras na sociedade brasileira.
Marielle Franco foi uma socióloga, ativista de direitos humanos e vereadora do Rio de Janeiro, eleita em 2016 pelo PSOL com uma das maiores votações da cidade. Nascida e criada no Complexo da Maré, dedicou sua atuação política à defesa dos direitos das mulheres, da população negra, das pessoas LGBTQIA+ e dos moradores de favelas, além de denunciar a violência policial e as desigualdades sociais.
Mobilização e Conscientização
De autoria do vereador Iran Barbosa (Projeto de Lei nº 84/2025), a norma autoriza o Poder Público Municipal a organizar atividades, palestras e eventos que promovam a conscientização sobre o tema. Para a execução dessas ações, a Prefeitura poderá atuar de forma conjunta com entidades de defesa dos Direitos Humanos e grupos dedicados à proteção da mulher negra em Aracaju.