Dia Mundial de Conscientização do Autista é destacado pela vereadora Sonia Meire
Durante a sessão ordinária na Câmara Municipal de Aracaju (CMA) desta quarta-feira, dia 01, a vereadora Sonia Meire (PSOL) utilizou a tribuna, durante o Pequeno Expediente, e fez uma fala sobre o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, que será nesta quinta-feira, dia 02 de abril. A data foi instituída pela ONU em 2007, para reduzir a discriminação e o preconceito contra pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de promover o conhecimento sobre o espectro, seus direitos e a importância da inclusão.
“Nós entramos no mês de abril, que tem como um dos destaques esse dia internacional, e é muito importante a nossa atuação e nosso trabalho no campo das políticas públicas para essas pessoas na rede municipal de Aracaju. A sociedade precisa mudar a sua concepção. Nós vivemos em uma sociedade que tenta nos enquadrar em caixinhas e as pessoas do espectro autista, neurodivergentes, elas são diferentes, mas são pessoas capazes. E a sociedade precisa ter uma conscientização sobre a importância de que não são essas pessoas que precisam se adaptar às regras, nós é que devemos nos adequarmos às diferenças e à diversidade”, disse a vereadora.
O TEA é uma condição de saúde caracterizada por desafios na comunicação social e por padrões de comportamento repetitivos e restritos. O termo "espectro" reflete a ampla variação de manifestações do transtorno, que pode se apresentar de forma mais leve, permitindo uma vida independente, ou exigir suporte intenso. De acordo com a informação de 2025 da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 70 milhões de pessoas no mundo vivem dentro do espectro autista, com cerca de 2 milhões no Brasil.
“Realizaremos atividades neste mês de abril pela Procuradoria da Mulher, porque nós temos muitas mulheres autistas, muitas que não foram diagnosticadas tempos atrás. Além disso, temos mulheres trans que também são autistas e nós precisamos estar atentas. Muitas dessas, também são mães solos de crianças autistas. E essas atividades devem promover as potencialidades dessas pessoas para que elas se sintam pertencentes, e que no dia a dia também possam participar conosco construindo uma sociedade justa com equidade. Não basta só a igualdade, é preciso garantir a equidade. Queremos continuar lutando sempre para que possamos ter recursos públicos em todas as áreas para garantir o melhor desenvolvimento das pessoas com autonomia e condições de viver dignamente”, finalizou Sonia Meire.