Defesa ambiental é destacada pela vereadora Sonia Meire

por Manuella Miranda- Assessoria de Imprensa do Parlamentar — publicado 25/02/2026 12h01, última modificação 25/02/2026 12h01
Defesa ambiental é destacada pela vereadora Sonia Meire

Foto: Luanna Pinheiro

Durante o pequeno expediente nesta quarta-feira, dia 25, a vereadora Sonia Meire (PSOL) utilizou a tribuna, na Câmara Municipal de Aracaju (CMA) , para destacar a importância do movimento na cidade de Aracaju na defesa ambiental. A parlamentar também frisou a movimentação da população da antiga Zona de Expansão, principalmente do bairro Areia Branca, que vem protestando contra a obra de macrodrenagem, em defesa do rio Vaza-barris e também dos manguezais.

 
“Hoje pela manhã, moradores do bairro Areia Branca, que foi classificado assim pela gestão de Edvaldo Nogueira, realizaram um ato para impedir mais desmatamento no porto da Zenza. As obras de macrodrenagem estão provocando um grande desequilíbrio e, em um futuro próximo, perderemos ainda mais os manguezais e o rio Vaza-Barris. A estação de tratamento da forma como ela foi planejada e para onde ela vai desaguar é um problema. E muito cedo, antes que as máquinas começassem a funcionar, a comunidade fez um cercamento para evitar um maior desmatamento. Isso já foi colocado em reunião com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, também para a Emurb, e foi colocado publicamente desde o início desta obra”, disse a vereadora.
 
Sonia Meire destacou ainda que existe um processo de devastação em toda a zona sul da cidade, que é um projeto de desenvolvimento meramente econômico para eliminar as vidas das espécies e também das comunidades tradicionais e ribeirinhas. “O projeto de macrodrenagem não tem nenhuma caracterização que identifique todas as comunidades tradicionais de toda essa região. Elas são invisibilizadas para que elas sejam eliminadas sem ninguém perceber. Essas vidas precisam se manter e também nos manter, porque nós nos alimentamos do que é produzido ali também. Quando falta caranguejo aqui, ele vem até do Pará, porque quase não tem mais aqui, por conta da destruição dos manguezais”.
 
A fala da vereadora foi finalizada destacando o lançamento do Plano Diretor e que ele precisa ser feito com construção popular. “Não adianta fazer nenhum estudo sem o povo participar da sua identificação e da sua caracterização da sua realidade. Nenhum estudo técnico sem nós, nada sobre nós sem nós no novo plano diretor. E quem somos nós. Não somos nós parlamentares só, mas nós as pessoas que vivem e constroem essa cidade dia a dia com seu trabalho, com seu esforço. Estamos também fazendo um apelo para que toda Aracaju se manifeste na questão do Vaza-barris. E inclusive a nossa luta contra a privatização da água disfarçada de conceção foi justamente por isso, porque hoje a água não chega, e além do mais se os nossos rios continuarem a ser destruídos,  a situação se agravará mais. Essa luta é nossa. Chamo a atenção de todos os órgão municipais e também estaduais para fazermos um grande pacto federativo em defesa do meio ambiente”.