Debate sobre misoginia, alagamentos e obras marcam o Grande Expediente

por Gleydy Matos - Agência CMA — publicado 23/04/2026 16h30, última modificação 23/04/2026 16h30
Debate sobre misoginia, alagamentos e obras marcam o Grande Expediente

Foto: Luanna Pinheiro

Na sessão desta quinta-feira, 23, o Grande Expediente da Câmara Municipal de Aracaju foi marcado por debates que envolveram o combate à misoginia, alagamentos e ações de infraestrutura urbana.

Iniciando o Grande Expediente, a vereadora Professora Sônia Meire (PSOL) defendeu a votação urgente do PL nº 876/2023 (PL da Misoginia) no Congresso Nacional, criticando a retirada da pauta por pressão de setores de extrema direita. “Eu já fiz aqui uma fala nesse sentido e agora eu retomo ela, que é sobre o PL 876, de 2023, conhecido como PL da Misoginia. O Senado Federal, tanto a Câmara, a CCJ do Senado, quanto os parlamentares, os senadores, votaram por unanimidade nesse PL, mas quando ele chegou de volta na Câmara dos Deputados, esse PL foi retirado de pauta, não foi colocado pelo presidente Hugo Mota, a pedido principalmente do partido PL. E um dos principais defensores para que esse PL não seja votado, junto com todo o seu grupo de extrema direita, é o Nikolas Ferreira. É esse sujeito que tem feito falas e utilizado também a tribuna da Câmara para criticar todo o movimento de luta de defesa das mulheres”, afirmou.

Ao aprofundar a crítica e destacar os impactos do cenário atual, a parlamentar acrescentou: “Um dos argumentos que ele utiliza, e isso está explícito inclusive nas suas redes sociais, é que esse PL pode ser usado para perseguir opositores políticos e restringir debates, e é um PL contra a liberdade de expressão. Nós vivemos um aumento expressivo, que já está sendo considerado como uma pandemia de violência contra mulheres, levando inclusive aos níveis mais vorazes, que é a própria retirada da sua vida, que é o feminicídio. Nós, mulheres, não podemos nos calar diante de uma postura como essa da Câmara Federal, contra o presidente Hugo Mota, que não quer pautar o PL da Misoginia para combater, para que nós possamos ter políticas públicas”, pontuou.

Em seguida, o vereador Fábio Meireles (PDT) exibiu vídeos de moradores retirando água de casas inundadas e criticou a gestão da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb). “Pontos como Airton Teles voltaram a inundar ontem. Eu estava no trajeto para casa, ouvindo o programa de Jailton Santana, e veio a informação de que a Coelho Campos estava alagada. Pontos que não alagavam passaram a alagar agora. Nós recebemos a informação, e não somos irresponsáveis de acusar, mas recebemos a informação de que equipes da Emurb foram reduzidas porque não tem dinheiro. Equipes que eram cerca de 10 caminhões para fazer a limpeza das bocas de lobo reduziram para quatro caminhões. A população aracajuana não mais assiste preventivamente os caminhões fazendo as limpezas das bocas de lobo do município de Aracaju”, afirmou.

Finalizando o Grande Expediente, o vereador Isac Silveira (União Brasil) argumentou que a gestão atual realiza o maior volume de obras de pavimentação da história de Aracaju e destacou a criação de uma usina própria de asfalto. Em vídeo exibido no telão do plenário, Isac destacou o trabalho realizado pela prefeitura. “Vejam as ruas que foram asfaltadas ou recapeadas, feito saneamento básico em todo Aracaju em 2025 e 2026. É o maior volume de obras, ou um dos maiores volumes de obras da história de Aracaju. Ora, a frase é aquela: contra fatos não há argumentos. Tem da Zona Norte à Zona Sul, ao Centro, as diversas obras que a Emurb tem feito e agora construindo a sua própria usina de asfalto. Então é uma gestão que tem buscado solucionar os problemas históricos, problemas que dão conta de uma cidade que está abaixo do nível do mar”, concluiu.