Aumento dos casos de feminicídio é repudiado pela vereadora Sonia Meire

por Manuella Miranda- Assessoria de Imprensa do Parlamentar — publicado 25/03/2026 11h46, última modificação 25/03/2026 11h46
Aumento dos casos de feminicídio é repudiado pela vereadora Sonia Meire

Foto: Luanna Pinheiro

Durante o grande expediente na Câmara Municipal de Aracaju (CMA), nesta quarta-feira (25), a vereadora Sonia Meire (PSOL) utilizou a tribuna para repudiar o aumento de casos de feminicídio no país e também no estado de Sergipe. Em pleno mês de março, o mês dedicado às mulheres, principalmente na proteção delas, em menos de uma semana, diversos casos de feminicídio aconteceram na capital sergipana e também em diferentes lugares deste país. A parlamentar destacou que apenas políticas públicas não funcionam mais, que as pessoas precisam sair às ruas e se rebelarem contra essa violência.

 
“A minha tristeza é profunda e nós estamos de luto. Esse país precisa parar literalmente, tudo tem que parar. Não dá mais para ficarmos todos os dias lamentando as mortes, os assassinatos. Nós não somos máquinas reprodutoras, nós sustentamos a humanidade, que nos desumaniza todos os dias, a ponto de nos odiar e nos matar. É muito mais do que política pública o que eu estou falando. Historicamente uma força de homens quer permitir que as mulheres não vivam. Essa não é uma questão local, não é só nacional, estadual e municipal, é internacional. É gravíssimo o que nós estamos vivendo. E quando nós colocamos o direito de decidir sobre as nossas vidas, nós ouvimos diversas aberrações. A nossa sociedade é hipócrita, e todos os dias mata de diversas formas a vida das mulheres”, disse a vereadora.
 
Apenas esta semana, quatro mulheres foram assassinadas no estado de Sergipe, duas no interior e duas na capital. Em 2025, o feminicídio cresceu 50% no estado e este ano esses números podem ser ainda maiores. Ano passado, 15 mulheres foram assassinadas por seus companheiros. A violência contra as mulheres está em todos os lugares e de diferentes formas. Sonia Meire destacou que a deputada federal Erika Hilton (PSOL) foi atacada por mulheres da direita por ter assumido a presidência da comissão das mulheres na Câmara Federal.
 
“Eu não vejo essas mulheres reclamarem quando homens ocupam lugares na comissão das mulheres. Quando deputadas criticam a mulher trans que assumiu, com muita competência, elas discriminam também outras mulheres que também não possuem útero por diversas enfermidades. A que ponto nós chegamos, o absurdo em que estamos vivendo. Não é sobre representação, é sobre transfobia, sobre machismo. E eu quero também deixar minha solidariedade publicamente, na Câmara de Aracaju, à deputada Erika Hilton. E nós vamos continuar avançando até que todas nós tenhamos o direito a uma vida livre, digna, com direito a decidir estar onde quisermos. É impossível uma sociedade viver com esta prática e com esta cultura”, finalizou Sonia Meire.