“É desonroso com quem fez tanto por Lagarto”, diz Emília Corrêa sobre polêmica envolvendo nome de seu pai

por Andrea Lima, assessoria de imprensa do parlamentar — publicado 02/08/2019 11h42, última modificação 02/08/2019 11h42
“É desonroso com quem fez tanto por Lagarto”, diz Emília Corrêa sobre polêmica envolvendo nome de seu pai

Foto: César de Oliveira

Em entrevista concedida ao programa “O povo no Rádio”, na Aparecida FM de Lagarto, a vereadora Emília Corrêa (Patriota) falou sobre a polêmica envolvendo o nome do seu pai, José Corrêa Sobrinho. Tudo começou após o vereador lagartense Clayton Moore (Cidadania) criar um Projeto de Lei que prevê a alteração do nome do Mercado Municipal da cidade, denominado José Corrêa Sobrinho, para “Mercado Municipal Marcelo Déda Chagas”. 

Emília questionou a situação: “É isso que o povo espera da Câmara de Vereadores? Muito triste Lagarto passar por um momento desses, de total falta de respeito. A cidade precisando de tantas discussões e temos que encarar hoje um vereador com projeto para retirar o nome do Mercado. É lamentável eu ver isso como filha, isso é desonroso”.

Ainda durante a entrevista, a parlamentar ressaltou que se Marcelo Déda estivesse vivo, não concordaria com essa atitude. “Pela honradez que Déda tinha, se estivesse vivo certamente não concordaria com isso. Não é questão do nome. Não estamos julgando integridade de ninguém, até porque Déda também fez muito pelo município. A questão é que a escolha, quando foi feita, foi aprovada legitimamente pela Câmara Municipal e em que ser respeitada”, pontuou. 

A deputada estadual Goretti Reis (PSD), que estava nos estúdios da Rádio, também entrou em defesa da vereadora Emília Corrêa. “Até o momento não entendi bem o objetivo do vereador Clayton Moore. Com o Mercado precisando de tantas melhorias, os feirantes em geral, não tem cabimento um projeto como esse. Não sei o que passou para ele surgir com essa ideia. Você já imaginou se cada vereador em cada legislatura resolvesse mudar a nomenclatura das ruas? Imagine a bagunça que seria. Uma falta de respeito enorme. Ele deu um tiro no pé, achou que era uma coisa e foi outra. Espero que os vereadores não surjam mais com ideias desse tipo”, enfatizou.