Sonia Meire denuncia problemas nas ruas de Aracaju no período das chuvas

por Manuela Miranda- Assessoria de Imprensa do Parlamentar — publicado 21/05/2025 11h52, última modificação 21/05/2025 11h52
Sonia Meire denuncia problemas nas ruas de Aracaju no período das chuvas

Foto: Luanna Pinheiro

Na manhã desta quarta-feira (21), a vereadora Sonia Meire (PSOL) utilizou a tribuna na Câmara Municipal de Aracaju (CMA), durante o grande expediente, para denunciar os problemas nas ruas de Aracaju durante esse período de chuvas. A parlamentar destacou que tem recebido diversas denúncias de moradores de diferentes bairros da capital, que inclusive estão com dificuldade de sair e chegar as suas casas.

“Eu sou moradora da Coroa do Meio e lá nós temos problemas que estão na infraestrutura, com o retorno da maré e a falta de saneamento correta no bairro. A água vem pelo esgoto e está entrando nas casas das pessoas. Nós precisamos que seja feito um planejamento junto com o Governo do Estado. Quem não tem acesso ao saneamento não pode pagar taxa de esgoto, quem não tem acesso  à água potável não pode pagar taxa de 80%. É preciso corrigir isso. Quem não tem acesso a sua casa, a sua rua, não pode pagar IPTU. Estamos pagando taxas altíssimas e não estamos tendo acesso às condições de vida,e de moradia digna para a população”, disse a vereadora.

Sonia Meire destacou também que o que vem acontecendo no país não é um problema de desastre e sim de crime ambientais que vêm sendo cometidos, que prejudicam principalmente a população mais vulnerável, em especial a população negra, o que caracteriza o racismo ambiental. A parlamentar frisou ainda que o centro da cidade tem um problema sério de alagamento e que não adianta apenas desobstruir os bueiros.

“Nós temos um processo de aterro das lagoas, de destruição dos nossos rios que viraram esgotos, de construções que foram feitas em lugares indevidos, e quando chega na época das chuvas afeta a população, os comerciantes e a mobilidade urbana. Outro problema grave são as pessoas em situação de rua que não tem lugar para se abrigar durante este período. Identificamos locais, inclusive bancos, que têm colocado alambrados para que essas pessoas não utilizem as calçadas como abrigo”, destacou Sonia Meire.

Na antiga Zona de Expansão, os moradores estão com problemas com a obra de macrodrenagem, denunciando que a empresa tem feito serviços até tarde da noite e, que agora no período das chuvas, existem várias ruas que estão intransitáveis. A vereadora do PSOL fez um apelo urgente à prefeitura de Aracaju que resolva e fiscalize esta situação. Sonia também destacou que a culpa não é da chuva, mas sim de uma administração desordenada e que não tem chegado nesses lugares com urgência, para promover uma melhor condição de mobilidade para os moradores.

“Em locais de alagamento é preciso que haja uma força tarefa, como no caso do Lourival Batistão, é uma questão de infraestrutura, o conjunto está abaixo da via, que inclusive é o DER que é responsável. Alaga e tem senhoras acamadas, que a ambulância não chega na sua porta, e tem que chegar. Imagine uma pessoa passando mal, precisa que a ambulância chegue à rua alagada. Isso tem anos que vem acontecendo e nós precisamos ter um sistema de drenagem urgente nesses pontos. Os ricos nos seus condomínios pagam a empresa e tiram a água, e o pobre na periferia fica com que? Com água nas suas portas”, disse a vereadora.

A parlamentar finalizou sua fala dizendo que sabe que têm questões de infraestrutura que não serão resolvidas da noite para o dia, mas que a situação das chuvas tem que ser prevista. “A prefeita assumiu em janeiro, chamou a Defesa Civil, eu estou acompanhando o movimento da prefeitura. A limpeza dos canais é necessária, tudo isso é necessário, mas não é suficiente, é preciso mais, é preciso urgência, e essa urgência não se dá com redes sociais. A população precisa de resposta, e aquilo que a prefeita dizia que era fácil de resolver, ela sabe que não é, não existem soluções simples para problemas complexos. Não admito aqui nenhum discurso que coloque a culpa do crime ambiental na população. Essas empresas de limpeza não têm condição de fazer o serviço e ainda levam o dinheiro público”.