Seu Marcos cobra ações efetivas contra a violência na Zona Norte de Aracaju
O vereador Seu Marcos (PHS) usou o Grande Expediente da sessão da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), na manhã desta quarta-feira, 13, para relatar a falta de segurança nos bairros da Zona Norte de Aracaju, onde os índices de violência são mais altos e mais assustadores.
“Ando muito no Bugio, Santo Antônio, 18 do Forte, Olaria, Tecarmo, Lamarão, Jardim Centenário, Santos Dumont e demais comunidades da região e ouço os relatos dos moradores quanto a falta de segurança, venda de drogas e constantes assaltos. Quem mora na Zona Norte sabe que todo dia tem violência. São padarias, mercearias, os Pontos Banese são alvos contantes de roubos. Dizem que a violência diminuiu, mas acredito que os números estão sendo maquiados. Não há um política de prevenção que combata realmente a ação dos bandidos no município, principalmente na periferia, região onde moro. Faço um apelo: precisamos de ações mais eficazes contra esses marginais que aterrorizam a população desses bairros, frisou.
Ainda segundo o parlamentar, o Governo de Sergipe nada tem feito para tirar o Estado do topo do Ranking Nacional de Violência, que aponta Sergipe no 1° lugar da lista entres os Estados mais violentos do país. “Sergipe é o Estado mais violento do país, segundo consta no Fórum Brasileiro de Segurança Pública e nada tem sido feito. Já estamos no final do ano e a gestão do nosso governador Jackson Barreto não apresentou nenhum planejamento. Ao invés disso só se preocupa com as eleições de deputados, senadores em 2018. Se não fazem nada porque não querem. Porque não moram na Zona pobre. Porque não passa o que a gente passa ”, constatou.
Dados
Além de Sergipe ser considerado o Estado mais violento do Brasil, com 64 mortes para cada 100 mil habitantes. Entre as capitais, Aracaju lidera o topo da lista também com 64,5 mortes para 100 mil habitantes, um crescimento de 19,7% na comparação com 2015, quando foram registradas 57,3 mortes para cada 100 mil. Para a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP) esses números não refletem a realidade e a pasta questiona, ainda, como esses dados foram levantados.