Seu Marcos alerta: Sergipe não realiza transplante renal desde 2012

por Marta Costa, Assessoria de Imprensa do parlamentar — publicado 06/08/2019 14h53, última modificação 06/08/2019 14h53
Seu Marcos alerta: Sergipe não realiza transplante renal desde 2012

Foto: Gilton Rosas

Para incentivar a doação de órgãos na capital, o vereador Seu Marcos ( PHS) apresentou na manhã desta terça-feira, 5, o Projeto de Lei (PL) 209/2019, que institui a Semana Municipal de Mobilização e Incentivo a Doação de Órgãos no município de Aracaju.

Pelo texto proposto, a prefeitura deve realizar, anualmente, na terceira semana de setembro, atividades de promoção ao tema, firmar convênios com outros órgãos públicos, entidades, associações e empresas afim de estabelecer trabalhos acerca do assunto. Além de incluir no Calendário Oficial a campanha de conscientização.

Ao apresentar o PL, Seu Marcos fez um alerta sobre as cirurgias renais no estado. “O descaso do governo estadual é total. Desde 2012, Sergipe não possui transplante de rins. É lamentável uma capital não ter esse tipo de procedimento. Muitos pacientes saem daqui para a cidade de Arapiraca, uma cidade do interior de Alagoas, que faz a cirurgia”, alertou.

Seu Marcos ainda denunciou a realidade dos pacientes que recebem o auxílio do governo. “Muitos usuários que viajam para realizar o transplante são humilhados. Recebem uma diária de aproximadamente R$25 para as despesas. Só sabe da importância da doação quem está numa fila de espera aguardando um órgão”, destacou.

Seu Marcos finalizou sua fala prometendo debater melhor a matéria. “Vou trazer mais dados e me aprofundar no assunto para que o projeto seja aprovado na Casa pelos colegas. Só sabe da importância da doação, quem está na fila esperando um órgão. É preciso conscientizar. Doar órgãos, é doar vida”, finalizou.

Estatísticas

Dados da Associação Brasileira de Transporte de Órgãos (ABTO) mostram que a cada oito pacientes potenciais doadores, apenas um é notificado. No Brasil, a taxa de transplante é 15 milhões por ano, enquanto na Espanha, país referência, a taxa é de 40 milhões de pessoas.

O Ministério da Saúde tem dados que apontam que atualmente, aproximadamente metade das famílias entrevistadas não concordam que sejam retirados os órgãos e tecidos do ente falecido para doação. Após a constatação de morte encefálica, um doador é capaz de salvar, em média, 10 vidas, podendo chegar a mais de 20.
Dos órgãos de pessoas mortas aptos para a doação estão: coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões. Pessoas vivas podem doar também. Entre os órgãos autorizados estão: 1 dos rins, parte do fígado ou do pulmão e medula óssea.