Secretária Municipal da Saúde presta contas em Audiência Pública na CMA

por Escrito por Equipe CMA — publicado 30/11/2017 03h05, última modificação 30/11/2017 18h46
Secretária Municipal da Saúde presta contas em Audiência Pública na CMA

Heribaldo Martins

Na tarde desta quinta-feira, 30, no Plenário da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), aconteceu a Audiência Pública para prestação de contas do segundo quadrimestre deste ano da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Os dados foram apresentados pela secretária da pasta, Waneska Barboza. Estiveram presentes os vereadores Américo de Deus (Rede), Anderson de Tuca (PRTB), Fábio Meireles (PPS), Isac (PC do B), Jason Neto (PDT), Seu Marcos (PHS), Prof. Bittencourt (PC do B) e o presidente da Casa, Nitinho (PSD), além de representantes da Saúde de Aracaju.

A Audiência Pública teve por finalidade apresentar detalhadamente a situação do que vem acontecendo nos primeiros oito meses em Aracaju, traçando um comparativo entre o primeiro e o segundo quadrimestres de 2017. Através de slides, a secretária apresentou índices referentes aos diversos setores da SMS, a exemplo da cobertura populacional, feita através dos programas de saúde; o percentual de atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s); e do ‘Programa Corujinha’, que imunizou 100% dos nascidos vivos contra as infecções virais e bacterianas. Os gráficos mostraram ainda os crescentes índices de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), como AIDS E Hepatites virais.

Após a apresentação, Waneska Barboza respondeu aos diversos questionamentos feitos pelos parlamentares que acompanharam a prestação de contas. O vereador Américo de Deus parabenizou o “Programa Corujinha” e questionou sobre as ações da SMS de combate à IST’s. “Quais as medidas que a prefeitura e secretaria farão para que os números de IST’s possam diminuir no próximo semestre?”, quis saber o parlamentar. “A iniciativa é buscar as pessoas que estejam contaminadas, para que façam o devido tratamento, evitando a contaminação de outras pessoas”, frisou a secretária.

Dentre as indagações, o vereador Anderson de Tuca externou sua preocupação com o atendimento e recuperação de usuários de drogas. “Lamentamos a inexistência de um local que reabilite essas pessoas. Nós tínhamos alguns Centros de Atenção Psicossocial que faziam esse trabalho”, disse. Outro ponto levantado pelo parlamentar foi o fechamento da Farmácia Popular. “Foi um dos programas que mais deu certo, porque atendia uma demanda alta da população, e fui questionado de forma intensa para evitar o fechamento total”.

Em resposta, a secretária da Saúde falou sobre os atendimentos prestados pelos CAPS aos usuários de drogas, ressaltando principalmente o feito pelo David Capistrano, “A unidade atende 100 usuários por dia, mas há um problema social muito grande, não apenas da área da saúde. Queremos minimizar através da marcação eletrônica, onde iremos saber detalhadamente quem desperdiçou ou acumulou medicamentos, ajudando a controlar o perfil dos pacientes”.

Fábio Meireles destacou que a saúde pública passa por dificuldade em todo o país e Aracaju não é uma ilha. “Ainda existem localidades na nossa capital sem a presença dos agentes de saúde, dificultando a vida de quem necessita”, ressaltou. O vereador cobrou ainda o retorno da Academia da Cidade ao Bairro Soledade, que beneficiava várias pessoas da comunidade.

De acordo com a secretária, há uma conscientização sobre o quantitativo de agentes comunitários e o Ministério da Saúde está pensando em novos modelos. “Nós acompanhamos tudo isso com o intuito de atender a população extra área, que não tem atendimento nenhum. Esse cuidado nós sempre estamos discutindo e pensando em várias estratégias”. Em relação ao Programa Academia da Cidade, Waneska Barboza informou que o custeio é 100% da prefeitura e hoje está reduzida, pois os contratos foram finalizados. “Estamos em andamento do processo seletivo e esperamos a volta das equipes em breve”.

Jason Neto questionou sobre os cortes para o próximo ano e quais as áreas da saúde serão mais afetadas. Ressaltou ainda a facilidade que será para a população, caso seja implantada a marcação eletrônica e lamentou a situação atual do Hospital de Cirurgia de não ter retomado ainda o atendimento à população.

Para o presidente da Comissão da Saúde da CMA, Seu Marcos, é sabido as dificuldades que a saúde enfrenta hoje. “Há um déficit de agentes de saúde, no Programa de Saúde da Família, o PSF, e toda essa situação em relação ao Hospital de Cirurgia e também os demais. Precisamos ter dados concretos em mãos, para saber a real situação da Saúde Pública em Aracaju”

A titular da SMS destacou a complexidade do problema da unidade hospitalar. O funcionamento dos hospitais filantrópicos – dentre eles o de Cirurgia -, conforme explicou a secretária Waneska Barbosa, recebe fundos dos três governos – Federal, Estadual e Municipal. “O Hospital de Cirurgia é o único filantrópico que tem alta complexidade neurovascular, ortopédica e vascular. Se quisermos comprar esses serviços em outros hospitais, não poderemos com recursos federais e se fizermos, serão muito mais caros”.