Reconhecimento facial: Emília repudia ação ocorrida com mulher durante Pré-Caju

por Camila Sousa - Assessoria de Imprensa do Parlamentar — publicado 28/10/2024 07h00, última modificação 04/11/2024 17h20
Reconhecimento facial: Emília repudia ação ocorrida com mulher durante Pré-Caju

Foto: Gilton Rosas

O constrangimento enfrentado pela auxiliar administrativa Thais Santos, durante o Pré-Caju, que repercutiu nas redes sociais ao ser abordada duas vezes por policiais após ter sido apontada, de maneira equivocada, como suspeita em um delito por meio do sistema de identificação facial da festa, foi pauta do discurso da vereadora Emília Corrêa (Patriota) no Legislativo Municipal, que, mais uma vez, externou solidariedade à jovem e repudiou
a ação truculenta dos policiais.
“Assim que tive conhecimento desse episódio lamentável, fiz questão de entrar em contato com a Thais para prestar minha solidariedade. É tão delicado tudo isso. Uma mulher. Negra. Duas características que, por si só, já são completamente tão vulneráveis. Enfrentar esse constrangimento de ser coagida e humilhada publicamente uma vez já é traumatizante, duas vezes, em um curto espaço de tempo, então, é uma situação inimaginável”, declarou.
Em tom de revolta, Emília que dedicou toda sua fala para destacar o assunto, exemplificou, na Tribuna, outras situações de falhas no reconhecimento facial, semelhantes à de Thais.
“Fui procurar saber mais sobre o assunto para contextualizar e, para minha surpresa, vi que casos assim não são tão raros de acontecer. Ainda tem um agravante, de acordo com uma pesquisa, em configurações de sensibilidade, o algoritmo identificou, de forma errada, mulheres brancas em uma taxa de uma para cada 10 mil. No caso de mulheres negras, a taxa foi de uma para 1 mil. Esse resultado mostra que há dez vezes mais chances de errar o reconhecimento facial em mulheres negras. Percebem a diferença? Sabemos dos pontos positivos da tecnologia, mas não podemos considerar algo assim completamente eficaz. Casos como o de Thais, que deveriam ser raros, serão comuns”, explicou.