Professora Ângela Melo cobra elucidação da morte de ativista defensor das comunidades tradicionais

por Kátia Azevedo, Assessoria de Imprensa do parlamentar — publicado 28/10/2024 07h00, última modificação 04/11/2024 15h20
Professora Ângela Melo cobra elucidação da morte de ativista defensor das comunidades tradicionais

Foto: Gilton Rosas

Durante a sessão legislativa da Câmara Municipal de Aracaju desta quarta-feira, 30/11, a vereadora Professora Ângela Melo (PT) cobrou a elucidação da morte do missionário e liderança da Reserva Extrativista das Mangabeiras do bairro Santa Maria, Uilson de Sá da Silva.

Vale lembrar que Uilson, que estava desde 2019 no Programa Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, pelas ameaças que constantemente sofria, foi encontrado morto na última segunda-feira, com os pés e mãos amarradas e marcas de violência pelo corpo, indícios de que, de fato, foi vítima de assassinato.

A vereadora manifestou solidariedade e indignação em relação ao caso e lembrou a atuação de Uilson de Sá como um dos principais articuladores do movimento em defesa da preservação territorial das mangabeiras, lugar que nos últimos anos vem sendo alvo de disputas e conflitos com sérias violações de direitos humanos.

“Manifestamos nossa homenagem e solidariedade aos movimentos sociais pelo brutal assassinato de Uilson, que sempre foi uma voz muito atuante na luta pela defesa dos direitos das comunidades tradicionais da última reserva extrativista de mangabeira em Aracaju. Ele esteve nesta Casa Legislativa, na Tribuna Livre, denunciando o descaso do poder público com a preservação da área de extrativismo de mangaba e o impacto disso para os moradores do local. Por toda essa situação, é urgente o esclarecimento da sua morte. Esperamos e vamos nos empenhar para cobrar das autoridades competentes que o caso seja elucidado o mais rápido possível”, enfatizou.

Críticas

Além da morte de Uilson Sá, a vereadora usou a Tribuna da Câmara para denunciar a política de destruição que vem se aprofundando no último mês de governo do presidente derrotado nas urnas, Jair Bolsonaro, com o desmantelamento da estrutura de proteção social e o crescente empobrecimento das camadas mais vulnerabilizadas da população.

“50% das pessoas mais empobrecidas do nosso país contraíram algum empréstimo com familiares, bancos e amigos para comprar comida e pagar conta do dia a dia. Ou seja, as famílias brasileiras mais vulnerabilizadas estão se endividando para comer. O reflexo disso é outro resultado assustador: em 2021, quase três mil crianças brasileiras com menos de um ano precisaram ser internadas por desnutrição, efeito da política de morte do governo Bolsonaro”, denunciou.

A parlamentar destacou ainda que o avanço desnutricional dos mais pobres é resultado do corte de 87% no Programa Alimenta Brasil adotado por Jair Bolsonaro. “Esse dado comprova a total falta de compromisso do atual presidente com os nordestinos, um dos principais atingidos por essa política da fome. Esta semana, em mais uma demonstração de descaso com o povo brasileiro, Jair Bolsonaro cortou 1 bilhão de reais das universidades e institutos federais, comprovando o seu total descaso com aqueles que trabalham e produzem ciência para assegurar vidas”, pontuou.