Ministro não disse para que veio, diz Anderson de Tuca

por Juliana Paixão, Assessoria de Imprensa do parlamentar — publicado 10/10/2019 11h18, última modificação 10/10/2019 11h18
Ministro não disse para que veio, diz Anderson de Tuca

Foto: César de Oliveira

O vereador Anderson de Tuca (PRTB) fez uma crítica, durante o Grande Expediente da Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), sobre a falta de ações do Governo Federal no combate à mancha de petróleo que atingem as praias de Sergipe.

O parlamentar comentou sobre a visita do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a capital sergipana na última segunda-feira, 7 de outubro, para realizar uma vistoria nas praias do Nordeste que apontam manchas de óleo desde o começo de setembro. Na ocasião, o ministro junto o governador Belivaldo Chagas, o coordenador Nacional de Atendimentos a Emergência do Ibama, Marcelo Amorim e o diretor geral de Proteção Ambiental do Ibama, Major Olivaldi Alves Borges de Azevedo, sobrevoaram um percurso entre a coroa do meio e o viral.

“Todos sabem o grande caos que está o nordeste brasileiro diante desse grande acidente ecológico nunca visto na região. E o que me deixa mais triste é que isso já acontece há cerca de um mês, eu pergunto, com todo respeito ao ministro do meio ambiente, Ricardo Sales, eu não sei o que ele veio fazer aqui. Ele percorreu de quinze a vinte minutos, parou no viral, e eu queria entender se a questão litoral do estado de Sergipe se resume até o viral?”, indaga.

Anderson destaca que a situação do litoral brasileiro e sergipano precisa de atenção com urgência, já que as manchas causam um enorme prejuízo ambiental, mas também na economia e turismo das cidades litorâneas atingidas. O parlamentar criticou ainda a falta de ações para minimizar o problema.

“Isso chegou à costa agora, mas já é de conhecimento do Governo Federal desde o começo de setembro, porque cada dia que se deixa de fazer algo para minimizar esse problema, é um dia de mais prejuízos para o nosso meio ambiente. Vai afetar o turismo, vai afetar o comércio, vai afetar todos aqueles que dependem do mar ou da praia. Meu problema hoje é que os paliativos já eram para ser feitos, não estou preocupado com questões políticas agora, não estou aqui para fazer política partidária, eu quero o melhor para o nosso país, mas infelizmente a tragédia aconteceu e temos que solucionar para ontem! Não é para esperar descobrir a origem do problema, que puna quem quer que seja, mas no momento quem está sendo mais penalizado é a população sergipana. Agora eu pergunto, qual é a ação que será feita agora? Qual é o investimento que será mandado para recuperar agora? O que será feito com o óleo que ainda está na água?”, pergunta Anderson.