"Mataram o designer da Barra por engano, racismo ou despreparo?", questiona o vereador Seu Marcos

por Marta Costa, Assessoria de Imprensa do parlamentar — publicado 09/04/2019 18h53, última modificação 09/04/2019 18h53
"Mataram o designer da Barra por engano, racismo ou despreparo?", questiona o vereador Seu Marcos

Foto: Gilton Rosas

Transtornado com a forma desastrosa da ação policial civil, que resultou na morte do designer Clautenis José dos Santos, no Santos Dumont, na noite de ontem, 8, o vereador Seu Marcos (PHS) cobrou esclarecimentos da Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE) e atuação de órgãos de defesa dos Direitos Humanos para solucionar o caso.

Em tom de desabafo, durante sua fala na tribuna da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), na manhã desta terça-feira, 9, o parlamentar questionou a ação dos policiais.“Como presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMA não posso me omitir do caso. Policiais civis mataram o jovem Clautenis, na Rua Serafim Bonfim, dentro de um carro de aplicativo, durante seu retorno para sua residência, na Barra dos Coqueiros com mais um colega. Foi executado sem chances de defesa. Pararam o carro e atiraram, mesmo o motorista falando que era Uber. E o pior, nem ao menos pedirem os documentos de identificação”, relatou.

Seu Marcos fez questão de frisar que não são todos os agentes públicos que adotam essa postura em Sergipe, mas que o indice de violência tem aumentado cada vez mais contra pobres e negros. “Será que atiraram por que era negro? Mataram por engano, racismo ou despreparo? Poderia ser uma filha minha, um neto ou os filhos dos senhores. É lamentável ver jovens negros morrendo dessa forma. É preciso investigar" ,alertou.

“Vou encaminhar um pedido ao Ministério Público Estadual e a Comissão de Direitos Humanos da OAB, para que os mesmos possam acompanhar o caso. Não podemos aceitar esse tipo de atuação. Peço também capacitação para os policiais civis, quero registra aqui que não são todos, mas muitos estão despreparados. Não podemos matar pessoas com a desculpa de ter 'confundido com bandido' como está acontecendo em todo país. Não se pode aceitar mais essa justificativa", destacou.