Linda Brasil propõe um outro olhar para a Segurança Pública em Aracaju

por Laila Batista, Assessoria de Imprensa da parlamentar — publicado 28/10/2024 07h00, última modificação 28/10/2024 15h45
Linda Brasil propõe um outro olhar para a Segurança Pública em Aracaju

Assessoria da parlamentar

Após os recentes drásticos episódios no estado envolvendo setores da Segurança Pública, como a truculenta reintegração de posse da Ocupação João Mulungu e o assassinato da criança de 11 anos no município de Canindé, a vereadora Linda Brasil (PSOL), falou na sessão desta quinta-feira, 27, sobre a importância de se repensar o formato de Segurança Pública que garanta de fato segurança e justiça para a população, e não medo e violência.

“Não podemos deixar que Aracaju se torne uma cidade do terror, como hoje é o Rio de Janeiro, e esses casos recentes me deixou pensativa, esses tristes episódios, um iniciado no domingo e com a violação da minha prerrogativa e da vereadora Ângela que estávamos lá para acompanhar o processo que ocorria na Ocupação João Mulungu, acredito que Segurança Pública não é mostrar para a sociedade policiais de capuz, com rifles na mão, como tem mostrado a propaganda da SSP/SE na TV aberta. Segurança Pública é um trabalho de inteligência, é uma ação multiprofissional, envolvendo várias instituições públicas como a educação, a assistência social, uma operação conjunta contra a falta de oportunidade de sobrevivência, principalmente dos grupos mais vulneráveis, como as mulheres, a população negra e pobre, quilombolas, a população indígena e a população LGBTQIA+, que sofrem tanto por falta de oportunidades”, elucidou.

A parlamentar ressaltou que nem um país no mundo conseguiu diminuir o tráfico de drogas investindo apenas em armas, e em militarização da segurança pública. “Precisamos transformar esse modelo de segurança pública, e investigando os verdadeiros criminosos, que sabemos onde estão ou a quem são ligados. Para diminuir a criminalidade precisamos fazer um debate democrático, principalmente sobre a descriminalização das drogas, porque esse modelo de segurança pública de guerra às drogas não cabe mais”.

Linda enfatizou que essa discussão da descriminalização já vem sendo estudada por diversos pesquisadores da área de segurança pública, e que é uma questão que também está relacionada à saúde pública. “Segurança é a gente se sentir bem, em uma cidade que a gente se sinta livre, e não uma população assustada, vendo o tempo inteiro policiais com armas em punho, isso é insegurança pública”, refletiu.