"Foi impossível esconder o lixo que invadiu as portas", declara Elber sobre a falha de serviço da Renova
Na sessão desta quarta‑feira, 11, o vereador Elber Batalha (PSB), líder da oposição, questionou mais uma vez a gestão da prefeita Emília Corrêa (PL) sobre a situação da coleta de lixo de Aracaju. O parlamentar afirmou que a cidade está entregue ao lixo por causa da incompetência e problemas com a Renova, além da troca, mais uma vez, em contrato emergencial e sem a economia divulgada no começo do mandato.
Elber começou o seu pronunciamento destacando que a pauta incomoda a toda sociedade ultimamente. “A incompetência e a imprudência, a falta de responsabilidade com algo que é muito caro para a sociedade aracajuana, já que Aracaju é reconhecida historicamente como uma das cidades mais limpas do Brasil. Depois de entregar a cidade ao lixo e ao caos, mesmo nós temos alertado aqui. A prefeitura, insistentemente, contrata, por cima de pau e pedra, a Renova. Não deu outra. Foi impossível esconder o lixo e a fedentina que invadiu as casas e o lixo que invadiu as portas”, disse.
Sobre a mudança para a Ramac, Elber apresentou dados do contrato da nova empresa. Com o edital no telão do plenário, ele detalhou o aumento dos valores. “Curiosamente, o contrato da Ramac no lote 1 passa de R$ 18 milhões de reais para R$ 30 milhões. Quanto é que a gente tem aí de aumento para prestar o mesmo serviço pelo mesmo período de tempo? R$ 12 milhões de acréscimo. No lote 4, nós tínhamos a previsão de R$ 25 milhões para cumprir o lote 4, agora temos 40. Então temos aí mais de R$ 15 milhões, 15 com 12, igual a 27 milhões. Ou seja, o único argumento que servia de justificativa e de orgulho para essa gestão de dizer que a retirada da Torre servia de referência por conta dos 30 milhões de economia foi pronta pra baixo”, contou.
Ainda sobre a economia divulgada, ele tratou do assunto salarial dos trabalhadores. “Isso foi feito nas costas dos trabalhadores que tiveram os seus salários reduzidos. A base salarial deles era R$ 2.450 reais por mês, no contrato da Renova, o salário deles foi reduzido, para R$ 1.700 reais por mês. Então, é uma economia às custas e sacrifícios do trabalhador, que sequer recebeu salários. Porque em quatro meses foram três paralisações por conta de salários atrasados”, declarou.
Também sobre a Ramac, ele mostrou o vídeo de veículos saindo da garagem da Progresso e perguntou o motivo para os colegas da bancada da prefeita. “Eu busquei informações e ninguém soube me explicar como foi essa engenharia. Ao menos, é uma coisa desastrosa, uma empresa que saiu sem pagar funcionário e um péssimo serviço a sociedade sai, mas chega outra para melhorar outra coisa para operar no mesmo lugar.
Por fim, ele defendeu, mais uma vez, a licitação e apelou aos outros vereadores que apoiem isso também. “Torço para que a Ramac minimize o sofrimento da população de certa forma, mas que a regra geral seja estabelecida que é a licitação. Para mim, tudo que é feito com a transparência, com a amplitude que é necessária, é mais justo, mais lícito e claramente constitucional”.