Elber rebate acusação de “milícia digital” e denuncia assessor comissionado
O vereador e líder da oposição na Câmara Municipal de Aracaju, Elber Batalha (PSB), utilizou a tribuna na sessão desta terça-feira, 24, para rebater as acusações de que integraria uma suposta “milícia digital” contra a gestão da prefeita Emília Corrêa. Ainda na ocasião, ele falou sobre o movimento que vem acontecendo em grupos de WhatsApp com o seu nome, através de cargos comissionados.
O discurso de hoje foi uma resposta direta a um vídeo publicado pelo vereador Lúcio Flávio publicado recentemente, que teria atribuído a Elber, a jornalistas e a uma ex-candidata à Prefeitura a prática de ataques organizados nas redes sociais. Elber demonstrou indignação e repudiou o que classificou como uma tentativa de desqualificar a oposição por meio de rótulos. “Nós fazemos críticas de cara limpa, assumindo a autoria, dizendo o que estamos criticando e mostrando provas das irregularidades que temos. Isso, para ele, foi taxado como milícia”, disse criticando o uso do termo e afirmando que as críticas feitas por ele e por seu grupo são públicas, assumidas e acompanhadas de provas.
Elber destacou o que considerou uma contradição: no mesmo dia da acusação pública, com uma tentativa de desqualificar sua história de vida e trajetória familiar. “No mesmo dia que o vereador faz esse vídeo, começou a circular nos grupos de WhatsApp um vídeo com minha fisionomia e com o texto ‘diga não a políticos de profissão’, tentando macular a minha história de vida”, contou.
Ainda sobre o assunto, ele apresentou informações do Portal da Transparência indicando que um dos responsáveis por compartilhar o conteúdo seria assessor comissionado da Prefeitura de Aracaju. Para ele, isso caracteriza prática grave. “Isso sim é milícia. E é uma milícia digital remunerada com o recurso do povo de Aracaju”.
O vereador afirmou ter orgulho de suas origens e fez questão de relembrar sua trajetória pessoal e profissional. “Eu me orgulho do meu bisavô, do meu avô, do meu pai e da minha construção de vida pessoal. Já fui fotógrafo, cinegrafista, balconista do comércio, professor de História. Sou defensor público desde 2007 e exerço as duas funções conjuntamente. Hoje, quando sair daqui, vou almoçar rapidamente e estarei de plantão na Defensoria Pública”, declarou na oportunidade.
Por fim, Elber reafirmou que continuará fazendo oposição de forma transparente e baseada em denúncias que considera fundamentadas. “Continuarei de forma firme e transparente, não dessa forma apócrifa, covarde, falsa, jogando aleivosias contra quem quer que seja. Continuarei denunciando as irregularidades desta gestão, que não são poucas. Como diria o poeta: eles passarão, nós passarinho”.