Elber denuncia “lagoa de esgoto” na Orla e cobra solução urgente
O vereador e líder da oposição, Elber Batalha (PSB) denunciou a situação de uma lagoa construída na Orla da Atalaia, nas imediações da Praça de Eventos, que estaria provocando mau cheiro, riscos sanitários e prejuízos aos comerciantes da tradicional área de comidas típicas durante a sessão desta terça, 24. Mencionando uma matéria da TV Atalaia, ele cobrou providências.
Segundo o parlamentar, a lagoa não existia no projeto original e, por razões ainda não esclarecidas, teria sido interligada à rede de esgoto. A área afetada fica ao lado da Aratipe, ponto conhecido pelas barracas de comidas típicas. Elber relatou que comerciantes e empresários o procuraram para denunciar a situação. “Os comerciantes estão sofrendo muito. Disseram que fizeram um lago na Orla de Atalaia, mas não fizeram um lago, fizeram foi uma fossa a céu aberto. Uma grande fossa, um grande esgoto a céu aberto, ao lado da área onde os turistas vão comer nosso cuscuz, a carne do sol com macaxeira”, pontuou.
No plenário, o vereador citou ainda a reportagem exibida pela TV Atalaia recentemente, que trouxe depoimentos relatando queda nas vendas em plena alta temporada e até o fechamento antecipado de barracas por causa do mau cheiro. “É uma questão de saúde pública. A matéria mostrou comerciantes dizendo que fecharam as barracas às sete, oito horas da noite porque ninguém aguenta o fedor. Estamos falando do principal cartão-postal da nossa capital passando por uma calamidade sanitária”, disse.
Elber destacou que os lagos originais da orla foram planejados dentro de um projeto estruturado, diferente da nova intervenção. “Os lagos da Orla foram projetados dentro de um planejamento. Do nada, resolveram abrir um lago e , não sei por que cargas d’água, interligaram à rede de esgoto”.
O parlamentar informou que o Ministério Público do Meio Ambiente já foi acionado para intervir no caso e cobrou providências urgentes da gestão da prefeita Emília Corrêa. “Fica aqui a denúncia e a nossa cobrança para que isso seja resolvido com a maior urgência possível, por questão de turismo e, sobretudo, por questão de saúde pública sanitária”, finalizou.