Dr. Manuel Marcos defende aquisição da ‘Carreta do Câncer’

por Lucivânia Pereira, Assessoria de Imprensa do parlamentar — publicado 27/02/2019 15h27, última modificação 27/02/2019 15h27
Dr. Manuel Marcos defende aquisição da ‘Carreta do Câncer’

Foto: Gilton Rosas

O vereador Dr. Manuel Marcos (PSDB) ocupou a Tribuna da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) nesta quarta-feira, 27, para ressaltar a importância do Governo Estadual manter o funcionamento da ‘Carreta do Câncer’. O referido veículo é utilizado para disponibilizar exames oncológicos e o Poder Público de Sergipe quase deixou de disponibilizar o serviço em virtude de impasses contratuais no ato da compra da carreta.

“Recebi com alegria a determinação do governo em adquirir a carreta. O veículo é muito importante na prevenção do câncer, principalmente para quem não possui condições de recorrer a rede privada. É válido salientar que a incidência de pacientes oncológicos na rede pública está aumentando, portanto, reforça ainda mais a necessidade de criarmos e disponibilizarmos mecanismos que otimizem a prestação do atendimento a este público”, afirma o parlamentar.

Na avaliação do vereador, o veículo serve com um aliado do Sistema Único de Saúde (SUS) em Sergipe a medida que pode atuar de forma itinerante e evitar o deslocamento de pacientes oncológicos para outras regiões em busca de serviço e tratamento. “A medida é de grande importância capital para um estado que ainda não tem Hospital do Câncer. A carreta não é a solução total do problema, mas dará a condição que facilitará o diagnóstico e encaminhamento. Ela não é só para prevenção, também atua na continuidade do tratamento dando qualidade de vida ao paciente”, destaca.

“Muitas vezes, precisam recorrer a cidades do interior, a exemplo de Arapiraca, em Alagoas, em busca de tratamento. Sai da capital de todos os sergipanos por falta de uma estrutura local. Visitei o espaço itinerante e conferi que se trata de um laboratório avançado, conta com mamografia digital que poucas clínicas em Aracaju tem e ainda possui aparelho de ultrassom. Este carro pode circular por diversos municípios e fazer o atendimento com qualidade”, avalia Dr. Manuel Marcos.

Somando-se ao discurso, o vereador Américo de Deus (Rede) destaca que diversos pacientes oncológicos tem seu estado agravado em virtude de falhas no sistema e ausência de tratamento em tempo hábil. “Dados da entidade ‘Mulheres de Peito’, que atua desde o ano de 2015, dão conta de que do referido ano até o presente momento, já houve 34 mortes por conta da negligência do poder público”, relata.

Em aparte o vereador Anderson de Tuca (PRTB) ressalta que o câncer está entre as principais enfermidades em que a assistência fornecida pelo poder público é deficitária. “Aproveito o tema e reforço que até hoje vivemos o imbróglio em torno da construção do Hospital do Câncer. O recurso veio e o Estado não se prontificou. Não são apenas estas questões que comprometem, aparelhos quebrados e ausência de manutenção nos equipamentos em hospitais públicos também agravam o problema”, lamenta.

O vereador Jason Neto (PDT) também salienta a necessidade em criar mecanismos que facilitem o tratamento oncológico ao invés de pautar as ações por questões meramente políticas. “Alguns políticos continuam brincando com a saúde pública. O hospital do câncer não foi criado porque o pedido e recursos foi conquistado por Eduardo Amorim, na época senador e integrante do grupamento político da oposição. A carreta só foi comprada porque o povo e a imprensa caíram em cima cobrando. Afinal, muitos estão morrendo sem tratamento e o Tribunal de Contas disponibilizou recursos para aquisição do veículo”, pondera.

Zezinho do Bugio (PTB) colabora no debate sob a perspectiva de uma experiência em família. “Já tive familiares acometidos pelo câncer, só quem passa, sabe do sofrimento. O diagnóstico precoce é essencial no sucesso do tratamento e todo caminho percorrido até se chegar a cura”, expõe.

Sensível ao tema abordado, a vereador Emília Corrêa (Patriota) endossa “não devemos nos confrontar com a situação apenas porque um ente querido passou por isso. O mal é terrível e precisamos enxergar longe. Nós como políticos, somos muitas vezes coniventes, tanto na política estadual quanto municipal, com as mesmas práticas. Devemos ter cuidado e atuar sem omissão, negligência e crueldade. Temos que ser firmes, corretos e humanos”.