Dia de mobilização da Educação é destacado pela vereadora Sonia Meire
por Manuella Miranda- Assessoria de Imprensa do Parlamentar
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publicado
16/04/2026 12h15,
última modificação
16/04/2026 12h15
Durante a sessão desta quinta-feira (16), a vereadora professora Sonia Meire (PSOL) utilizou a tribuna, no pequeno expediente, na Câmara Municipal de Aracaju (PSOL) para destacar o dia de mobilização da educação que aconteceu no dia anterior. Atos, paralizações e marchas aconteceram em todo país na defesa da educação pública e, em Aracaju, duas grandes manifestações foram realizadas pelas categorias municipal e estadual de educação.
“Aqui nós tivemos dois grandes atos, um que foi uma marcha organizada pelo Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju, o Sindipema, que saiu da sua sede até a porta da Prefeitura Municipal, e a outra foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Educação em Sergipe, o Sintese, que reuniu direções sindicais e professores de diversos município sergipanos. E uma das pautas importantes, além da valorização dos profissionais, é uma educação pública inclusiva, laica, de qualidade, que respeite todos os profissionais e os nossos estudantes. Nós temos pautas muito sérias que precisam continuar sendo reivindicadas principalmente com o aumento da demanda de pessoas neurodivergentes, autistas, PCD’s como um todo, que não tem tido o devido apoio nem o acompanhamento na rede pública, com uma política inclusiva”, disse a vereadora.
A parlamentar destacou também a paralização dos servidores federais da educação. “Essa paralização é também uma greve que há diversos pontos de pautas. Ontem eu estive presente em uma das reuniões do Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica, o Sinasefe. São 40 dias de mobilização nacional e nós fazemos aqui um apelo ao Governo Federal. Esses técnicos estão paralisados porque o acordo de 2024 ainda não foi comprido. Apelamos ao Ministério de Educação que cumpra o acordo dos trabalhadores, e um deles é a redução das 30 horas de trabalho. Logo neste momento que nós estamos em uma luta pelo fim da escala 6x1 em todo país”.
Sonia Meire finalizou a sua fala na tribuna destacando que parlamentares que trabalham menos de três dias na semana, que faltam e cometem diversas coisas erradas no congresso brasileiro, operam para retirar direitos dos trabalhadores. “A situação de exploração do trabalhador e da trabalhadora no nosso país não é de agora. A CLT garante o mínimo do mínimo. Mas com a flexibilização de todo o processo de trabalho, que não é uma liberdade, expande a exploração, e recai sobre os trabalhadores o seu futuro sobre sua responsabilidade, que é o que ocorre hoje com a pejotização, com os contratos que não cumprem as condições mínimas dos direitos. Está na hora da classe trabalhadora fazer grandes atos e movimentos, ocupar Brasília e exigir que seja votado o projeto da redução da jornada de trabalho 6x1”.