“A prevenção e o diagnóstico do câncer são responsabilidade do Município”, afirma Sheyla Galba

por Assessoria de Imprensa da Parlamentar — publicado 09/12/2021 14h45, última modificação 09/12/2021 18h14
“A prevenção e o diagnóstico do câncer são responsabilidade do Município”, afirma Sheyla Galba

Foto: César de Oliveira

A vereadora Sheyla Galba (Cidadania) destacou, em discurso na Câmara, nesta quinta-feira (09), o que foi discutido na reunião promovida pelo Ministério Público de Sergipe – MPE/SE com a Secretaria Municipal de Saúde e representantes da Associação Mulheres de Peito para tratar das negativas de cintilografias para pacientes com câncer.

“A gente parabeniza pelas mais de duas mil cintilografias feitas por pacientes que precisam, mas, reitero, é pouco. Tanto que temos pessoas que estão na fila para fazer cintilografia óssea. O que me deixou triste foi a resposta que tivemos da secretaria de saúde afirmando que o Município de Aracaju não tem responsabilidade com os pacientes com câncer”, detalhou.

De acordo com a parlamentar, a Secretaria de Saúde alegou que a cintilografia óssea é responsabilidade do Estado, uma vez que ele conta com três Unacons, os hospitais Universitário, de Cirurgia e o João Alves. “Enquanto paciente oncológica, fiz a seguinte pergunta: se a responsabilidade é do Estado, por que a paciente precisa dar entrada no pedido em uma Unidade Básica de Saúde? Se é preciso passar pela UBS, quem tem que fazer o exame é o Município”, ressaltou a vereadora.

Sheyla Galba informou que deve haver uma resposta da Saúde de Aracaju na próxima semana. “Enquanto isso, o paciente que precisa da cintilografia não sabe onde fazer, pois ele precisa ser orientado para não ficar perdido no sistema. Por isso, peço aos colegas vereadores que analisem com carinho a emenda que eu apresentarei ao Plano Plurianual – PPA que é justamente para ‘navegar’ o paciente do momento que ele der entrada na UBS até o tratamento, que é de responsabilidade do Estado”, salientou.

“Mas a prevenção e o diagnóstico são responsabilidade do Município. A nossa luta continua pelo tratamento digno e precisamos dar responsabilidade sim ao Município já que somente para Aracaju são três mil novos casos de câncer previstos por ano. Agradeço aos promotores que estão empenhados neste caso”, concluiu.